sexta-feira, 29 de março de 2013

A lição dos Enamorados

Um homem entre duas mulheres, dois caminhos, dois destinos. Um caminho é velho conhecido e o homem sente-se seguro em continuar nesta trilha, porém, este velho caminho não traz mais nenhuma evolução, pois se trata de um caminho já percorrido e a permanência aí, trará para a vida do homem, estagnação. E ele sabe.

O novo caminho, a outra mulher, seu novo amor, é um desafio! É a dúvida se vai dar certo ou não, se deve ou não seguir seus impulsos e desejos. O novo caminho parece duvidoso e ao mesmo tempo irresistível. A alma do homem quer o novo, no fundo sua decisão já está tomada, pois é a alma, nossa essência que sabe qual caminho devemos seguir em prol de nossa evolução pessoal. Por outro lado, a cabeça do homem, cheia de medos que foram socialmente aprendidos, teme a mudança, teme o novo, teme crescer, pois crescer significa também novas responsabilidades.


O medo aprendido é o medo que vai além do instinto de sobrevivência, presente em todos os seres vivos como forma de autopreservação. O medo aprendido é aquele pessimismo presente em nossa cultura que acredita que a vida é difícil, que aquilo que é novo é arriscado, que a estabilidade é melhor que a mudança... Entre outras tantas crenças errôneas que nos empatam a vida.

Em meio a isso tudo, está o homem, que com seu poder de escolha poderá mudar ou não sua vida, poderá escolher entre crescer ou ficar em segurança, mas ao mesmo tempo, com uma frustração e angústia sempre presente no fundo da alma, que não conseguiu se expressar e evoluir através do homem.

O livre-arbítrio nos foi dado pelo Divino como um presente, uma bênção, pois nos dá liberdade de escolher e traçar nosso destino. No entanto, a maioria dos homens, apesar de saber que tem o livre-arbítrio, não o usa e pior de tudo pensa que usa.

Quem não usa, deixa a vida escolher por ele, pois é mais cômodo; e quem pensa que usa é aquela pessoa que faz escolhas baseadas em crenças sociais pré-estabelecidas, que nada têm a ver com a sua essência e, portanto, não trazem satisfação pessoal, mas acham que é o que deve ser feito e por isso, assim ‘decidiram’ fazê-lo.

Enquanto o homem não tiver consciência de quem é, autoconhecimento o suficiente para saber que é um ser multidimensional livre para fazer o que quiser nesta existência, ele não conseguirá exercer o livre-arbítrio, e pior, acreditará que está escolhendo. Esta é a pior prisão que as forças do Mal exercem sobre o homem: a ilusão de que são livres!


O tal do querer, do fazer o que quiser, não é anárquico, mas sim, obediente a uma lei natural e que cada homem fará aquilo que lhe é essencial e de sua natureza. Suas escolhas, portanto, neste plano, estão limitadas a sua essência, ou seja, quanto mais eu opto por ser quem eu sou, sabendo quem eu sou, com consciência verdadeira de mim mesmo, mais eu sigo caminhos que satisfazem meu espírito, minha alma, minha vida terrena.

Este é o único limite que deveríamos obedecer ao fazer escolhas: ouvir nossa alma, ouvir nossa intuição. Os outros limites, aqueles que são aprendidos socialmente, externos à nossa natureza, deveriam ficar de fora de qualquer escolha.

Conheça-se melhor, conecte-se consigo mesmo e acredite em você! A partir do conhecimento de si mesmo, você passará a exercer seu presente divino, seu livre-arbítrio! Opte por si mesmo!

quinta-feira, 28 de março de 2013

A lição do Hierofante/Papa

O Hierofante é a ligação terrena com o Divino, mas não perde a ligação com o mundo material, onde se encontram seus discípulos, pessoas que precisam da fé que ele tem para continuar acreditando em algo Superior, pois não confiam tanto em sua própria capacidade de se conectar com o Sagrado.

O Hierofante faz então, esta ligação tão importante entre o homem que ainda não despertou para si mesmo e sua natureza divina e o Sagrado. Por ser uma ponte entre estes dois polos – a polaridade e a divisão só existe na mente do homem terreno, pois somos todos um – o Hierofante representa um papel muito importante na sociedade: É através dele que o povo entra em contato com Deus.


Para ser um Hierofante é preciso ter fé e saber ouvir. Ele deve ouvir a sua intuição, seu coração e também o seu povo e suas aflições. A lição do Hierofante é aprender a viver em sociedade de forma harmônica, independente das crenças e opiniões individuais; é conseguir encontrar o ponto que une todos os homens, se agarrar a ele e chegar ao coração dos homens através deste ponto, sensibilizando-os.

Ele consegue curar o outro, seja com uma palavra ou com um gesto, através de sua fé, mas não nutre vaidade, pois sabe que é o Divino que cura através dele. O povo em sua ignorância e ânsia por atenção, carinho e cuidado idolatra seu líder e pode se esquecer da Força por traz dele, porém o bom Hierofante sempre lembra esse povo que ele é apenas um servo desta Inteligência Divina e que todos nós podemos ser também, basta querer do fundo de nossa alma.

Podemos assim, curar a nossa própria vida e nos tornarmos o nosso próprio Hierofante, nosso próprio mestre, desde que cultivemos uma fé inabalável. Tivemos muitos Hierofantes entre nós passando a mesma mensagem: Jesus, Maomé, Krishna, Gandhi, Paramahansa Yogananda, entre outros tantos que seria injusto tentar mencionar todos e deixar outros de lado...

Todos eles deixaram clara a importância da fé e da conexão com Deus, mas muitos de seus discípulos não conseguiram chegar ao ponto que seus mestres gostariam, muitos de nós ainda deixam a responsabilidade por nossas vidas nas mãos dos nossos mestres, como se não fôssemos capazes de transformar as nossas vidas.

Transforme sua vida acreditando em si mesmo, tenha fé em você, tenha fé na vida e no Divino, sinta que a Consciência Cósmica age através de você e nada poderá sair errado!

terça-feira, 26 de março de 2013

A lição do Imperador



O Imperador é o poder de realização na matéria. Toda a criatividade do Mago é colocada em prática pelo Imperador. O Imperador nos ensina a ter autoconfiança, determinação em nossos propósitos e também a respeitar os limites sociais, mas também a superá-los com coragem.

Ele inspira liderança e domínio das circunstâncias, o domínio sobre o mundo material. Sua mensagem é ‘creia e realizará’. O Imperador também nos ensina a manter os pés no chão e realizar o que é possível dentro dos limites da matéria, mas isso não quer dizer que estes limites do mundo terreno são obstáculos intransponíveis. Tudo pode ser transformado de acordo com as nossas crenças e visão de mundo. Apenas o tempo para as coisas tomarem forma, na nossa terceira dimensão, é mais lento do que em dimensões menos densas.


O Imperador nos ensina a importância de aprender a lidar com este mundo material em que vivemos com firmeza, foco e confiança, pois como aqui tudo acontece de forma mais lenta, muitas vezes, nós perdemos as esperanças e desistimos de nosso objetivo antes mesmo que eles tenham a chance de materializar-se.

O Imperador não tem a paciência do Eremita, no entanto, ele tem muita força de vontade e perseverança, características necessárias para dar tempo ao tempo e esperar que os resultados aconteçam conforme seus planos.

Com o Imperador nosso Espírito aprende a lidar com a dificuldade de materializar as coisas aqui na Terra e mesmo assim, não perder a fé no nosso poder de co-criação com a Inteligência Divina. Ele nos lembra que nós temos o poder de realizar tudo que quisermos em qualquer realidade dimensional, já que nós estamos em Deus e Deus está em nós; mas principalmente, aqui na terceira dimensão, pois é a dimensão que ele domina com destreza.

Incorpore o Imperador e sinta-se mais poderoso para transformar a sua realidade naquilo que tanto sonha.