Um homem entre duas mulheres, dois caminhos, dois destinos. Um caminho é velho conhecido e o homem sente-se seguro em continuar nesta trilha, porém, este velho caminho não traz mais nenhuma evolução, pois se trata de um caminho já percorrido e a permanência aí, trará para a vida do homem, estagnação. E ele sabe.
O novo caminho, a outra mulher, seu novo amor, é um desafio! É a dúvida se vai dar certo ou não, se deve ou não seguir seus impulsos e desejos. O novo caminho parece duvidoso e ao mesmo tempo irresistível. A alma do homem quer o novo, no fundo sua decisão já está tomada, pois é a alma, nossa essência que sabe qual caminho devemos seguir em prol de nossa evolução pessoal. Por outro lado, a cabeça do homem, cheia de medos que foram socialmente aprendidos, teme a mudança, teme o novo, teme crescer, pois crescer significa também novas responsabilidades.
O medo aprendido é o medo que vai além do instinto de sobrevivência, presente em todos os seres vivos como forma de autopreservação. O medo aprendido é aquele pessimismo presente em nossa cultura que acredita que a vida é difícil, que aquilo que é novo é arriscado, que a estabilidade é melhor que a mudança... Entre outras tantas crenças errôneas que nos empatam a vida.
Em meio a isso tudo, está o homem, que com seu poder de escolha poderá mudar ou não sua vida, poderá escolher entre crescer ou ficar em segurança, mas ao mesmo tempo, com uma frustração e angústia sempre presente no fundo da alma, que não conseguiu se expressar e evoluir através do homem.
O livre-arbítrio nos foi dado pelo Divino como um presente, uma bênção, pois nos dá liberdade de escolher e traçar nosso destino. No entanto, a maioria dos homens, apesar de saber que tem o livre-arbítrio, não o usa e pior de tudo pensa que usa.
Quem não usa, deixa a vida escolher por ele, pois é mais cômodo; e quem pensa que usa é aquela pessoa que faz escolhas baseadas em crenças sociais pré-estabelecidas, que nada têm a ver com a sua essência e, portanto, não trazem satisfação pessoal, mas acham que é o que deve ser feito e por isso, assim ‘decidiram’ fazê-lo.
Enquanto o homem não tiver consciência de quem é, autoconhecimento o suficiente para saber que é um ser multidimensional livre para fazer o que quiser nesta existência, ele não conseguirá exercer o livre-arbítrio, e pior, acreditará que está escolhendo. Esta é a pior prisão que as forças do Mal exercem sobre o homem: a ilusão de que são livres!
O tal do querer, do fazer o que quiser, não é anárquico, mas sim, obediente a uma lei natural e que cada homem fará aquilo que lhe é essencial e de sua natureza. Suas escolhas, portanto, neste plano, estão limitadas a sua essência, ou seja, quanto mais eu opto por ser quem eu sou, sabendo quem eu sou, com consciência verdadeira de mim mesmo, mais eu sigo caminhos que satisfazem meu espírito, minha alma, minha vida terrena.
Este é o único limite que deveríamos obedecer ao fazer escolhas: ouvir nossa alma, ouvir nossa intuição. Os outros limites, aqueles que são aprendidos socialmente, externos à nossa natureza, deveriam ficar de fora de qualquer escolha.
Conheça-se melhor, conecte-se consigo mesmo e acredite em você! A partir do conhecimento de si mesmo, você passará a exercer seu presente divino, seu livre-arbítrio! Opte por si mesmo!









